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Percepção


"Você é o arquiteto do seu próprio destino;

o mestre de seu próprio destino;

está atrás do volante de sua vida.

Não há limitações para o que você pode fazer, ter ou ser.

Exceto as limitações que você

se impõe pelo seu próprio pensamento".

"You are the architect of your own destiny; you are the master of your own fate; you are behind the steering wheel of your life. There are no limitations to what you can do, have, or be. Except the limitations you place on yourself by your own thinking".

~ Brian Tracy Jan 1944, Vancouver, Canada, escritor e pensador.

Os sistemas sensoriais ou sentidos fazem parte da nossa neuroanatomia funcional e dependem de receptores específicos para captar as informações do meio-ambiente que, quando levadas ao cérebro, são codificadas e interpretadas através de um "filtro pessoal" de organização. A partir desse processo de manipulação cerebral é que se dá o nosso entendimento "pessoal" do mundo ao nosso redor, ou seja, é construída a nossa percepção.

Como o mundo exterior é um lugar complexo, com uma quantidade de estímulos sensoriais e sociais além da compreensão e velocidade do processamento do nosso cérebro, muitas dessas informações, possivelmente, são categorizadas, integradas e "digeridas", de forma imprecisa ou limitadas por nosso Sistema Nervoso.

Assim, uma vez que não registramos o mundo essencialmente como ele é, mas como o "percebemos", a percepção não é um registro da realidade, mas uma elaboração interna de acordo com as experiências pessoais e convicções, o que torna a realidade algo "relativo e individual".

Fica claro então que, a percepção, é uma capacidade plástica que se altera pela dinâmica da vida através dos estímulos, seja aqueles que nos sujeitamos, seja aqueles que estamos sujeitos. Associados que são às nossas atividades cognitivas (memória, comportamento, processamento de informações, atenção, linguagem, aprendizado, consciência), formam e reformulam os nossos conceitos sobre o mundo e sobre nós mesmos, orientando o nosso comportamento, expectativas, valores, motivações, interesses, emoções, ...

Mas enfim, poderíamos então influenciar de maneira positiva, a nossa interpretação dos acontecimentos e fatos de nossa vida?

Bem, a resposta é "sim", mas NADA MUDARÁ SE NÃO MUDARMOS!

Precisamos desenvolver um olhar mais atento para nós mesmos e para os nossos propósitos, pois somos todos chamados para uma expressão única que só nós podemos oferecer ao mundo!

Essa "autenticidade" encoberta e entregue à hipnose coletiva, "comportamentos de manada", longe de qualquer reflexão ou propósito pessoal, "sufoca" a clareza de identificar os desafios da vida como "pontes" de aprendizado e, consequente, de crescimento. Todos nós passamos por momentos de tristeza, angústia, insegurança, mas males como as síndromes emocionais que se instalam cronicamente, acontecem por não nos observarmos e nos conhecermos o suficiente para termos a segurança de que a dura lição de hoje pode nos levar a ter mais controle sobre as emoções e as persistentes preocupações. Disso dependerá ganharmos poder e mais certeza das ações que nos levará aos nossos objetivos; assumirmos a responsabilidade pela condução de nossa vida e nos tornarmos mais autônomos e independentes.

A meditação é uma prática que demanda frequência e tempo e que vem ao encontro da construção de nossa percepção. É uma ação que, com o hábito, passa a ser o contínuo suporte para as nossas aflições, pois estimula o procedimento simplificador no nosso cérebro para questões que, muitas vezes, não se encontram na superfície dos nossos sentimentos ou mesmo das nossas narrativas de foro íntimo. O autocontrole GERA equilíbrio, segurança, bom senso e atitudes transformadoras.

Para os principiantes eu sempre costumo alertar que nada do que somos ou sentimos é removido magicamente pela meditação, mas que, certamente, passamos a observar mais e reagir menos.

Sendo mais específica e sob a ótica do meu entendimento e vivência (ambos em processo), com o tempo de prática, passamos a observar as coisas como elas realmente se apresentam, com menor influência da nossa "mente tagarela"; passamos a experimentar uma interação mais profunda conosco mesmo e mais branda com as circunstâncias que não temos controle; despertamos para um "modo de ser" de constante autovigilância e reflexão pessoal; aprendemos a colocar os fatos sob novas perspectivas; alteramos as nossas "definições" e evoluímos gradativamente a nossa forma de perceber, entender e interagir com o mundo.

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com

Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão

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