A Importância do Mineral Magnésio no Organismo Humano
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O magnésio, responsável por mais de 300 funções no nosso organismo, é um mineral fundamental para a homeostase nas reações do corpo e alterações na saúde e, por estar envolvido na formação de neurotransmissores e na regulação da serotonina, exerce um papel no nosso estado emocional e no controle do humor. Portanto, trata-se de um alimento, e não remédio, essencial para o funcionamento do organismo, ou seja, da mesma forma que precisamos respirar, precisamos ingerir alimentos que o nosso organismo necessita para a manutenção da vida.
Com a característica de aumentar a atividade dos leucócitos (células de defesa) e a fagocitose (destruição de microorganismos indesejados), a deficiência desse micronutriente pode ser percebida pela baixa imunidade e alta vulnerabilidade a doenças contagiosas, como as gripes e outras suscetibilidades como fadiga, cansaço, enjôo ou mesmo, inapetência. Grande parte da população brasileira não atinge a ingestão recomendada, devido ao baixo consumo de frutas, verduras e legumes, que ainda é prejudicada por causa do elevado consumo de industrializados.
Uma pesquisa feita pela Dra. Milagros G. Huerta* sugere que a deficiência de magnésio está relacionada ao diabetes tipo 2 entre crianças obesas, que apresentam maior tendência a ter resistência à insulina. Entre os sintomas característicos do diabetes tipo 2 em crianças estão: sobrepeso, estágios iniciais de doença cardíaca, deficiência de magnésio e resistência à insulina.
Esse estudo foi realizado para verificar se as crianças obesas obtinham magnésio suficiente em suas dietas e se a falta deste mineral no organismo poderia gerar resistência à insulina e, consequentemente, diabetes tipo 2. Algo muito importante para a conclusão dessa pesquisa foi que aquelas que tinham índices menores do mineral apresentavam maior resistência à insulina.
Constatou-se então que, 55% das crianças obesas não obtinham quantidade suficiente desse mineral por meio dos alimentos que consumiam, contra 27% das crianças magras. Em acréscimo, as observações demostraram que crianças obesas "absorviam" 14,4% menos magnésio por meio de alimentos do que as crianças magras, "mesmo quando ambas consumiam a mesma quantidade de calorias/dia.
A explicação veio pela associação de que as crianças obesas costumam ingerir mais calorias de alimentos gordurosos do que as magras e que o excesso de gordura provoca um menor aproveitamento do magnésio dos alimentos ingeridos. Ou seja, além de não consumirem alimentos ricos em magnésio, a gordura corporal em excesso tinha a capacidade de impedir que as células do organismo usassem esse mineral para quebrar carboidratos, memo quando ingerido.
A deficiência do mineral em crianças pode causar, apatia, opressão torácica, desânimo, dores abdominais e nas pernas, tremores, excitação, agitação, agressividade, depressão, transtornos no sono e dificuldade de aprendizagem.
Frente a prática da atividade física, a deficiência do magnésio pode causar a perda da capacidade ideal de relaxar os musculos em determinados momentos, causando uma contração muscular involuntária e dolorosa, conhecida como câimbra, uma vez que os tecidos musculares são os grandes capacitores do magnésio.
Como o magnésio também é responsável pela fase de relaxamento das artérias, a sua insuficiência também pode aumentar a pressão nos nervos, causando dormência e formigamento, além de anomalias no ritmo cardíaco e contínua contração das artérias coronarianas, o que diminui a quantidade de oxigênio para o músculo cardíaco. A sua falta reduz ainda, a produção de óxido nítrico que atua no relaxamento dos vasos sanguíneos, provocando um esforço adicional ao coração, o que eleva a pressão arterial e pode causar dores no peito, arritmias cardíacas e até infarto agudo do miocárdio.
* Dra. Milagros G. Huerta, MD, Pediatric Endocrinologist, Nicklaus Children`s Hospital, Miami, USA.
Já para saúde a óssea, o magnésio é indispensável para que a atividade dos osteoblastos (células responsáveis pela mineralização e refazimento ósseo), seja prevalente a atividade dos osteoclastos (células relacionadas a fase natural de destruição massa óssea).
O ideal tanto para crianças como para adultos é manter uma dieta saudável e equilibrada com alimentos nutritivos, que aportem todos os nutrientes que o corpo precisa para o bom desempenho de suas funções. Já no caso das crianças e adolescentes muitas vezes isso não é tarefa fácil, pois muitos os pequenos apresentam um paladar infantil e deseducado pelos hábitos alimentares familiares. Como regra geral, há uma determinada quantidade de magnésio a ser suplementada, de acordo com a faixa etária. No caso de administração em crianças, o Médico Pediatra responsável, poderá aconselhar adequadamente sobre a quantidade ideal de consumo do Cloreto de Magnésio.
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Algumas Fontes Alimentares de Magnésio:
Cereais integrais e grãos inteiros;
Encontrado no centro de toda molécula de clorofila, o magnésio é obtido através de vegetais de folhas verdes escuras (couve, escarola, acelga, agrião);
Abóbora, milho, beterraba, abacate, brócolis, leguminosas (ervilha, lentilha e feijões);
Frutas secas e oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes, etc);
Cacau;
Algas;
Gengibre;
Sardinha, Salmão;
Água, transportadora do magnésio, mineral hidrossolúvel que é.
* Dra. Milagros G. Huerta, MD, Pediatric Endocrinologist, Nicklaus Children`s Hospital, Miami, USA.
Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão