A atividade física na Infância e Adolescência
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A inatividade física está associada a doenças coronarianas e cardiorrespiratórias, eventos vasculares, hipertensão, obesidade, diabetes tipo 2, ansiedade, depressão, osteoporose e neoplasias (1).
Além disso, a prática de exercícios cria novas conexões neurais, sinapses, o que mantém a mente ativa.
Uma das recomendações de organizações internacionais é que crianças e adolescentes (de 5 a 17 anos) deveriam se exercitar 60 minutos diariamente. Esse tempo seria o mínimo para melhorar a capacidade cardiorrespiratória, fortalecer ossos e músculos e combater a obesidade.
Segundo estudo realizado pela Universidade de Illinois, USA, crianças e adolescentes que praticam ao menos 60 minutos de atividades físicas, 3 vezes na semana, têm desempenho superior em habilidades motoras e cognitivas, como capacidade de prestar atenção, velocidade de raciocínio, concentração, fixação de conteúdos, raciocínio lógico, memória e foco ao executar tarefas, contribuindo enormemente na percepção espacial e no desenvolvimento intelectual.
Em acréscimo, muitas alterações posturais, em especial aquelas relacionadas com a coluna vertebral, têm a sua origem no período de crescimento e desenvolvimento, isto é, na infância e na adolescência, quando os ossos, músculos, tendões e ligamentos se encontram em franco processo de formação, ou seja, “tomam forma”.
Por todos essas relevantes razões foi que, na Conferência e Exposição Nacional da American Academy of Pediatrics 2018 (Regency Ballroom Orange County Convention Center - Orlando, - Flórida), foi sugerido que os níveis de atividade física das crianças sejam considerados como um "sinal vital".
Embora o objetivo prioritário deva ser para que esses jovens realizem uma atividade que apreciem, atividades como o Pilates e o Yoga poderiam ser consideradas ideais, pois além da ampliação da consciência e do conhecimento do próprio corpo, não atribuem sobrecargas*e estimulam a "ideia de crescimento" durante a execução dos movimentos. Enfim, possibilitam a criança a ter uma atividade "não competitiva", estimulando todo seu potencial de forma equilibrada, onde a recuperação física, mental e emocional da criança e do adolescente, fato que não pode ser ignorado diante do acúmulo de atividades e obrigações a que esses jovens estão sendo submetidos, nos dias atuais, teriam espaço.
Também, ambas as técnicas têm como ferramenta a associação do trabalho físico com o controle neuromuscular. Isso permite melhor ganho de força, flexibilidade e favorece a reorganização de músculos e ossos e ajuda o adolescente a passar por essa etapa com menos incômodos. Em acréscimo, são exercícios que, "quando bem administrados", podem corrigir compensações posturais e previnir problemas ortopédicos.
O estímulo à atividades físicas deve ser feito desde a primeira infância, de forma muito natural e de acordo com cada fase do desenvolvimento, como qualquer outra atividade de autocuidado que devemos ter conosco, diariamente, uma vez que a redução de 25% na inatividade física pode prevenir mais de 1,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo (2).
* Carga, intensidade e volume de treino são assuntos relevantes nessa fase da vida e que exigem grande dose de atenção, critério e responsabilidade.
Referência:
Lee, IM, Shiroma, EJ, Lobelo, F. Effect of physical inactivity on major non-communicable diseases worldwide: an analysis of burden of disease and life expectancy. Lancet 2012; 380: 219–229. Google Scholar, Crossref, Medline, ISI
Ministry of Health. Eating and Activity Guidelines for New Zealand Adults, http://www.health.govt.nz/system/files/documents/publications/eating-activity-guidelines-for-new-zealand-adults-oct15_0.pdf (2015, accessed 20 September 2016). Google Scholar.
Claudia B. – c.pilatesyoga@gmail.com / http://cpilatesyoga.wixsite.com/proatitude
Pós-Graduação: Método Pilates / Fisioterapia Esportiva – Certificação: Yoga / Treinamento Funcional / Treino em Suspensão