Uma Postura para os Guerreiros
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“Se você quer mudar os frutos, primeiro tem que trocar as raízes – quando deseja alterar o que está visível, antes deve modificar o que está invisível”
~ T. Harv Eker, autor, empresário e palestrante motivacional, no seu livro “Os Segredos da Mente Milionária”
O Yoga é uma escolha que pode modificar toda a nossa trajetória. Muito além de ser um exercício físico, a filosofia nos ensina que é possível, através da conexão com os nossos corpos, entrar em contato com a nossa essência sagrada, a fim de adquirir autoconhecimento e equilíbrio para viver em harmonia conosco mesmo e com os fatos que não podem alterados.
O paradoxo da experiência humana sempre girou em torno da dependência das aparências, dos bens materiais e do poder, que se opõe o tempo todo às constantes transformações e a aceitação da finitude de tudo isso.
Desde o início dos tempos, os hindus perceberam que o corpo não poderia ser visto como uma entidade a parte aos aspectos emocionais e espirituais e que, através do mesmo, a transformação do ser ocorreria de uma forma maravilhosa, delicada, cheia de compaixão e absolutamente necessária para reconhecer a força interior, fonte de toda vitalidade.
Mais recentemente, Carl Gustav JUNG (Jul 1875 - Jun 1961), psiquiatra e psicoterapeuta suíço, disse-nos da impossibilidade de separar a psique do corpo e, que isso só teria alguma utilidade, para efeito de estudos.
Assim, o Yoga propõe através dos seus movimentos, um desafio "visceral" que, no mesmo tempo que nos leva a questionar os nossos atributos físicos, também nos leva a observar a nossa essência e de onde nasce a nossa verdadeira força.
O trabalho através do corpo físico, gradual e preciso, se faz caminho ao passo do despertar do autoconhecimento, enfrentamento dos próprios limites e domínio da própria mente, uma vez que esta se encontra acostumada a ser, em grande parte do tempo, "uma ditadora egocentrista e materialísta".
Aprender a olhar para si, muito além de se ver através do espelho e exercitar a consciência, requer uma intenção permanente, presença, disciplina e auto-estudo, fundamentais para se abra espaço para as nossas intuições, assim como para lidarmos melhor com os desafios, nas aulas e na vida.
Através do nosso desenvolvimento, também percebemos a necessidade de acabar com o acúmulo de experiências dolorosas (e isso é um desafio!) para que o novo cresça e dê frutos.Dar-se uma nova oportunidade é uma escolha que pertence somente aos "guerreiros", uma vez que é impossível construir o novo sobre escombros, sobre dores e à sombra de um mártir digno de piedade. Assim, é importante reconhecer que aquilo que fazemos conosco, pode estar indo além do que ferir os nossos próprios sentimentos, mas também expondo as nossas glândulas supra-renais e todo o nosso organismo, à exaustão.
Como Pema Chödrön, mestre budista diz, "Nós não praticamos a meditação para sermos melhores meditadores, mas para sermos melhores seres-humanos. O mesmo vale para o Yoga! A nossa prática consciente irá nos ajudar a rastrear as nossas verdades e estabelecer mais equilíbrio, a fim de sermos seres mais felizes e colaborativos nesta nossa passagem.
Equânimes, praticamos o Yoga quando nos sentimos saudáveis, fortes e repletos de energia ou quando nos sentimos esgotados ou tristes e isso não se trata de negar as tragédias, as injustiças ou as doenças, mas de manter-se "bebendo da fonte" da inspiração, do ânimo e da coragem, diante de toda circunstância: a nossa transformação em um verdadeiro guerreiro.
E é dessa forma que o Yoga "cria" possibilidade e beleza na nossa vida... em última análise, uma perfeita maneira de conhecermos um pouco da nossa " fibra interior".
Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão