Novas evidências sobre a prática da Meditação
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Corroborando com as evidências que a neurociência atualmente nos oferece, eu acredito que a forma como pensamos modula o comportamento do nosso cérebro. Dessa forma, torna-se fácil compreendermos o como a prática regular da meditação constrói um novo estado de ser, um novo estado de expressão.
A resposta que as práticas do relaxamento têm sobre fatores fisiológicos, como o consumo de oxigênio, freqüência cardíaca, pressão arterial, tem sido objeto de vários estudos e, diariamente, emergem novos estudos realizados pela comunidade científica do mundo todo, comprovando os benefícios irrefutáveis da prática da meditação à saúde, o que justificariam a implementação dentro de hospitais, escolas e instituições (muitas já o fazem).
Recentemente, pesquisadores da Harvard Medical School, no General Hospital de Massachusetts (MGH), concluíram que a meditação literalmente reconstrói a massa cinzenta, em apenas oito semanas. Este foi o primeiro estudo a documentar mudanças nessa estrutura do cérebro, em um determinado (e curto, diga-se de passagem) período de tempo.
Em outro estudo inédito, publicado na revista PLoS-ONE (Genomic and Clinical Effects Associated with a Relaxation Response Mind-Body Intervention in Patients with Irritable Bowel Syndrome and Inflammatory Bowel Disease, Kuo B at el. April 30, 2015) foi monitorado os impactos da prática nos diagnósticos clínicos de distúrbios gastrointestinais, síndrome do intestino irritável (SII) e nas doença inflamatória intestinal (DII).
O estudo envolveu 48 participantes adultos, que participaram de um programa de grupo de nove semanas focada na redução do estresse, habilidades cognitivas, e comportamentos que melhoram a saúde. Cada uma das sessões semanais de treinamento incluiu resposta de relaxamento, e os participantes também foram convidados a praticar relaxamento em casa por 15 a 20 minutos cada dia. Este foi o primeiro estudo a investigar os efeitos genômicos e clínicos em indivíduos com quaisquer destes transtorno.
Os resultados elucidaram o quanto o estado emocional percebe o descanso profundo e muda as respostas físicas e emocionais ao estresse, alterando as respostas químicas e funcionais do órgãos estudados e o impacto que uma intervenção mente / corpo pode ter sobre os genes que controlam fatores inflamatórios, conhecidos por desempenhar um papel importante nas doenças inflamatórias intestinais, sugerindo a possibilidade excitante no tratamento de pacientes com doença gastrointestinal através do gerenciamento de estresse.
Como sempre, é esperado e sugerido que estes dois estudos abram as porta para novos estudos, a fim de para examinar se os benefícios da meditação se comprovam para outras doenças e público.
Fonte: DOI: 10.1371/journal.pone.0123861, http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0123861
Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão