14 de novembro - Dia mundial de combate ao Diabetes
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Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado em Abril de 2016, aproximadamente 16 milhões de brasileiros sofrem de diabetes (8%), levando a óbito mais de 100.000 mil acometidos por ano. Estima-se que os números tenham quadriplicado desde o ano de 1.980, principalmente pela participação da população adulta, refletindo que estilo de vida atual associa-se o aumento aos fatores de risco que levam à doença, como o excesso de peso, a alimentação desregrada e industrializada e a inatividade física.
Tipos da Doença
Diabetes tipo 1: Apresenta-se precocemente em virtude de um "erro" no sistema imunológico, que destrói as células pancreáticas que produzem insulina, hormônio vital para as células do corpo converterem o açúcar dos alimentos em energia. Sem a insulina, o açúcar se acumula no sangue e pode atingir níveis perigosos.
Diabetes tipo 2: Diferentemente do Diabetes Tipo 1, o pâncreas não está sob "autoataque" e, geralmente, produz a insulina em quantidade suficiente mas que, por inúmeras razões, o organismo não a aproveita de forma eficaz, tornando-se incapaz de produzir energia a partir dos carboidratos ingeridos. Se as células não podem absorver a glicose adequadamente, condição chamada de resistência à insulina, ao longo do tempo, este excesso de açúcar aumenta o risco de doenças cardíacas, perda de visão, danos nos nervos e órgãos, amputações e a ocorrência de outras doenças graves, como o câncer. Atinge cerca de uma em cada três pessoas, em todas as faixas etárias idades e, por se tratar de uma doença silenciosa, muitos são os portadores que desconhecem ter esse problema.
Insulina
Em uma pessoa saudável, a insulina ajuda a transformar, de uma forma eficiente, alimentos em energia. O ciclo se constitui do seguinte: o estômago decompõe os hidratos de carbono e a glucose dos alimentos em açúcares. Em seguida, a glucose entra na corrente sanguínea, o que estimula o pâncreas a liberar insulina apenas na quantidade certa. É a insulina que permite que a glicose entre nas células, sendo que o excesso de glucose é armazenado no fígado.
Crescentes evidências também demonstram que o sistema imunológico, o cérebro e o sistema digestivo têm papéis importantes no controle do metabolismo da glicose e de lipídios e seus comportamentos e que o esqueleto é na verdade "um órgão endócrino", produzindo hormônios que atuam fora dos ossos. Atualmente, a obesidade, considerada um estado de "inflamação crônica" é um quadro que precede quase todos os casos de diabetes do tipo 2, quando células imunológicas são ativadas, causando resistência à insulina.
Ao longo do tempo, o diabetes quando não tratada, pode danificar muitos dos sistemas do organismo.
As pessoas com diabetes são propensos a desenvolver placas em suas artérias, reduzindo o fluxo de sangue e aumentando o risco de coágulos. Este endurecimento das artérias (aterosclerose) aumenta o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral.
Nos rins o diabetes é a principal causa de insuficiência renal, sendo responsável por 44% dos novos casos em 2008.
Nos olhos, o diabetes pode levar ao glaucoma, à catarata e causar a retinopatia diabética, quando o elevado nível de açúcar no sangue danifica os minúsculos vasos sanguíneos oculares, comprometendo o transporte de oxigênio e nutrientes para a retina e causando hemorragias. Estas, quando recorrentes, podem provocar irreversível perda de visão, sendo a principal causa de cegueira em pessoas entre as idades de 20 e 74.
Ao longo do tempo, o diabetes descontrolado aumenta o risco de danos nos nervos. A chamada neuropatia diabética pode incluir sintomas como formigamento, dormência, dor e alfinetadas nos dedos das mãos e/ou pés. Como consequência, ocorre o endurecimento das artérias, resultado do pobre fluxo de sangue, podendo ocorrer gangrena, infecções, resultando até em amputação, em geral, na região dos pés.
(*) Um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, elaborou uma análise comparativa entre as medidas de circunferência da cintura de idosos e a pré-disposição para o desenvolvimento de diabetes. Ao todo, 2.143 idosos participaram do estudo no ano 2000, dos quais 1.115 foram reentrevistados em 2006.
Segundo os resultados, à medida que os valores de circunferência da cintura aumentam, também cresce as chances de desenvolvimento de diabetes - circunferência da cintura igual ou maior a 87 cm para mulheres e igual ou maior a 99 cm para homens, na faixa etária de 60 a 74 anos. Ainda, constatou-se que essas medidas constituem fator de risco para outras enfermidades, como hipertensão arterial e aumento da chance de eventos cardiovasculares.
(**) Também, já existem estudos que relacionam o diabetes ao avanço da capsulite adesiva nos ombros, condição que se inicia com dores nos ombros, seguida por meses de rigidez e restrição nos movimentos. A condição aflige de 2% a 5% da população em geral, mas pelo menos 20% são portadoras do diabetes tipo 1 e tipo 2, e o risco aumenta com a idade. Os cientistas acreditam que esse episódio se associe ao período de excesso de glicose no organismo que se acumula nos ombros, o que faz com que as fibras de colágeno fiquem "coladas" e restrinja os movimentos, uma vez que nos portadores do diabetes, a síndrome do ombro congelado pareça ser mais agressivos. Todos os estudos, no entanto, concordam com um fato: Há uma grande necessidade de esforços para direcionar as intervenções para aumentar a atividade física na população em geral.
Fonte: (*)Agência USP de Notícias, http://www.usp.br/agen/?p=146297, publicado em 30/julho/2013 por fernando.pivetti@usp.br; (**)do New York Times.
Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão