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A Ciência e a Música e seus Benefícios para a Saúde


A capacidade criativa (inspiração, emoção, relaxamento, foco) incitada através da música acompanha a evolução e a história humana e, durante as duas últimas décadas, a ciência expandiu as investigações sobre os benefícios da música na saúde. O objetivo é desvendar o quanto a música representa para os seres humanos e entender qual o impacto dos sons sobre o cérebro e corpo nos tratamentos e na recuperação de pacientes com diversos tipos de doenças, a fim de ter essa encantadora ferramenta, melhor aplicada. Estudos têm demonstrado efeitos diversos, desde a melhora de pacientes com a doença de Parkinson, auxílio no tratamento dos estados de depressão e ansiedade, ganho de peso em bebês prematuros, motivação para o movimento e o exercício, melhora da saúde vascular - frequência cardíaca e pressão arterial -, eficiência no consumo de oxigênio, redução dos níveis de cortisol no sangue, até maior precisão dos cirurgiões em salas de operações.

Assim, entende-se que a música estabelece conexões poderosas no nosso cérebro, libera endorfina e acalma o sistema nervoso, elevando o nosso padrão mental e reduz os desequilíbrios a que todos estamos sujeitos.

Já a união da música com o movimento cria a mais ideal experiência física e neural. O som se torna um elemento dinamizador do fluxo sanguíneo e energético, ajudando-nos a sermos seres mais eficientes, física e mentalmente.

Durante a meditação, as músicas mais singelas e lentas tornam o ambiente catalisador, harmonioso, as vibrações energética se elevam, pois o som inspira o despertar da consciência, o relaxamento, a concentração, a introspecção e a paz de espírito.

Com os grandes avanços da psicologia e da neurociência, alguns estudos foram possíveis e, aos poucos vêm respondendo a teorias, de forma sustentada. Abaixo, seguem alguns estudos com achados encorajadores:

Chanda & Levitin (2013), "The neurochemistry of Music" - Department of Psychology, McGill University, Montreal, Quebec, QC H3A 1B1, Canadá, apresentaram em seu estudo evidências dos efeitos neuroquímicos da música, como: melhora na saúde e no bem-estar através do engajamento de sistemas neuroquímicos para (1) recompensa, motivação e prazer; (2) estresse e excitação; (3) imunidade; e (4) engajamento social.

Kreutz, Quiroga Murcia, & Bongard (2012), "Psychoneuroendocrine research on music and health", apresentaram uma visão geral sobre os efeitos psiconeuroendócrinos da música, a fim de testar a hipótese de que "processos psicológicos associados com experiências musicais levam a mudanças nos sistemas hormonais do cérebro e do corpo", algo que eles rotularam como "talvez uma das áreas mais fascinantes de pesquisas futuras".

Ann Gold, Ajay Clare (2012), "An exploration of music listening in chronic pain", abordaram a dor crônica como um grande problema de saúde, à qual, em geral, não é oferecido um alívio duradouro ou estratégias de autogestão, mais eficazes. Este estudo qualitativo explorou a narrativa sobre o impacto percebido da escuta musical na experiência da dor de 11 pessoas que convivem com este estado. Os resultados indicaram frequentes perdas de envolvimento com o prazer que a música, embora perceptível aumento no limiar de dor e melhora do estado emocional, com a sensação de consolo, relaxamento, senso de companheirismo, distração da dor. Observaram que a música poderia servir como um escape a um corpo doloroso, fazendo uma ponte com as memórias do próprio corpo antes da dor, como um escape de um corpo doloroso. Por fim, concluíram que todos esses benefícios têm potencial para desenvolvimento de estratégias de autogestão, eficazes para dor crônica.

Fancourt D, Ockelford A, & Belai A (2014), "The psychoneuroimmunological effects of music: a systematic review and a new model", uma revisão de estudos examinando os efeitos imunológicos da música, que encontrou evidências dos efeitos positivos da música em mais de 40 biomarcadores.

Num artigo publicado na Psychology of Music|Sage Journals, foi proposto uma agenda de pesquisas delineando as questões mais críticas sobre os efeitos biológicos da música, como a abordagem colaborativa entre áreas, como a psicologia, a endocrinologia e a imunologia.

Assim, hoje já é possível afirmar que a música ocupa um lugar único na criação da linguagem e forma de expressão do ser humano, além de ter um papel significativo no tratamento e na reabilitação da saúde física e mental.

Este não é o primeiro texto que eu publico sobre os benefícios da música na saúde e, não será o último. E enquanto nos deliciamos com as notas musicais, muitas mais evidências estão sendo estudadas.

REFERÊNCIAS

Chanda, M. L., & Levitin, D. J. (2013). The neurochemistry of music. Trends in Cognitive Sciences, 17(4), 179–193. http://doi.org/10.1016/j.tics.2013.02.007

Fancourt, D., Ockelford, A., & Belai, A. (2014). The psychoneuroimmunological effects of music: A systematic review and a new model. Brain, Behavior, and Immunity, 36, 15–26. http://doi.org/10.1016/j.bbi.2013.10.014

Kreutz, G., Quiroga Murcia, C., & Bongard, S. (2012). Psychoneuroendocrine Research on Music and Health: An Overview. In R. MacDonald, G. Kreutz, & L. Mitchell (Eds.), Music, Health, and Wellbeing (pp. 457–476). Oxford University Press.

Fancourt D, Ockelford A, & Belai A (2014), The psychoneuroimmunological effects of music: a systematic review and a new model.

Gold & Clare (2012), "An exploration of music listening in chronic pain, Kingston Hospital NHS Trust, Psychology of Music|Sage Journals.

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com

Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão

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