Abril Marrom — mês destinado a minimizar doenças oftalmológicas
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A perda de visão é um mal que acomete uma parcela considerável da população brasileira. Pensando nisso, governos estaduais, entidades médicas e centros hospitalares lançaram a iniciativa do Abril Marrom — mês destinado a minimizar os efeitos provocados pela cegueira.
O mês será lembrado todo mês de abril, em cooperação com a iniciativa privada, entidades civis, organizações profissionais e científicas, com campanhas de esclarecimento, exames e outras ações educativas e preventivas, visando ao esclarecimento e incentivo à realização de exames oftalmológicos preventivos. Neste ano, o foco principal da campanha será o glaucoma.
O glaucoma é uma definição genérica para problemas que afetam o nervo óptico, causado pela pressão intraocular, alta ou baixa, pois ambas, dependendo da sensibilidade do nervo, contém potencial de causar lesões irreversíveis. Esclarecendo, o olho que capta as informações e o cérebro que as recebe, ambos permanecem intactos, contudo a via de comunicação ou o nervo, responsável pelo trânsito de informações, é afetado.
Existem mais de 25 tipos da doença, sendo que a mais comum é silenciosa, pois não apresenta sintomas iniciais, chamada de glaucoma de ângulo aberto crônico. Grande parte do problema se concentra na falta de informações, sendo que estima-se que 70% desses portadores não buscarão um profissional até o início da perda da visão periférica lateral.
Hoje, o profissional oftalmologista deve observar o estado do nervo ótico e não mais somente a pressão, se acima de 22, como pregava o protocolo anterior, em virtude do glaucoma por pressão baixa. A negligência dos pacientes de risco - aqueles que têm casos de glaucoma na família, os pacientes da raça negra e aqueles que percebem os primeiros sinais e não buscam um tratamento imediato - podem agravar o quadro, tornando a cegueira irreversível.
Há algumas formas de tratamento: a primeira alternativa consiste em manter a pressão em níveis seguros para cada paciente, ou seja, cada um terá uma pressão alvo, de acordo com o estado do seu nervo através da prescrição de colírios. Em caso de insucesso nesse tratamento, o recurso seguinte seria a aplicação de laser e, por fim ainda não sendo suficiente, lançaria-se mão da cirurgia, com ou sem implantes.
Fonte: http://jornal.usp.br/atualidades/abril-marrom-liga-alerta-para-problemas-responsaveis-por-cegueira/, pelo Professor Remo Susanna Jr., especialista em glaucoma e chefe do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da USP.
Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com, CREF059916-P/SP
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão