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O papel do Yoga e da Meditação diante da Dor


A dor é definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável, cercada de subjetividade, pois envolve todas as complexas expressões humanas: corpo, mente, sentimentos e espírito. Enfim, o entendimento, a aceitação e a disposição para a ação são faculdades que tornam o entendimentos das dores, sejam aquelas trazidas pelos sentidos físicos, sejam aquelas de cunho emocional, com indizível e distinto peso na vida de cada ser.

Dessa forma, hoje a ciência já enxerga a dor como uma doença em si, sem a necessidade de uma razão que a explique. E porque cada um de nós é único, não é possível seguir um protocolo, mas buscar os tratamentos com os conceitos e as técnicas mais adequadas à cada situação.

No entanto, de acordo com a neurociência e à luz das novas descobertas sobre neuroplasticidade do cérebro, podemos ter uma grande influência sobre essa experiência.

Como primeira reação, facilmente nos sentimos perdidos em pavor e desespero, diante daquele considerado como um inimigo incontrolável, sabotador do nosso bem-estar e felicidade e, quando estamos enredados em resistência, há pouco espaço para a cura, a atenção ou a ação. Mas pode ser possível liberar a aversão, o medo e a agitação que entrelaçam a mente ao corpo.

De forma isolada ou combinada, tanto a prática da Meditação quanto a do Yoga, nos auxilia sobre a capacidade de viver bem, mesmo em face com a dor, mudando a forma de experienciá-la, através de uma abordagem assertiva em busca de autoconhecimento. Para essas práticas, embora a dor possa não ser uma condição opcional, o sofrimento contido na nossa relação com a mesma, o é. Buddha foi o primeiro a nos deixar essa mensagem: "A dor é inevitável, mas o sofrimento não".

Assim, ao invés de empregar estratégias para evitar o fato, aprendemos a investigar o que realmente está sendo vivenciado dentro de nossos corpos, com calma e curiosidade. O olhar compassivo e atencioso, diretamente para o centro da dor será o primeiro passo para a cura e liberação da aflição e revolta que só intensifica o sofrimento.

É importante compreender que toda dor, enquanto na fase aguda, tem a responsabilidade biológica do aviso, com o objetivo de breve solução e eliminação do agente agressor. Nesta fase, os neurônios respondem, potencialmente. Já na fase crônica, quando os processos degenerativos podem estar envolvidos devido ao prolongamento do estado inflamatório, não há mais um papel biológico de aviso e os neurônios, medula espinhal e cérebro tentam se adaptar em face à dor persistente, podendo então apresentar também um substrato neurológico e psíquico.

Mas o fato é que podemos encontrar equilíbrio e serenidade no meio da dor. Todos os seres vivos, ao longo de sua jornada, a sentirão por vezes e por razões diferentes, mas em paralelo à dificuldade intrínseca à situação, estes sempre serão momentos de grandes possibilidades e fortalecimento.

Por si só, esta é uma das formas de cura... as vezes, a única cura possível, mas aquela que é suficiente para nos ensinar a encontrar a paz e a liberdade dentro dos eventos, apesar das mudanças dos nossos corpos e de todas as transformações inerentes à vida.

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com

Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão

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