top of page

Sono, Memória, Aprendizado e Alzheimer


Diversos estudos já demonstraram que, muitas escolhas que envolvem o nosso estilo de vida, têm o potencial de afetar as nossas capacidades cognitivas. Nos últimos anos, vários pesquisadores descobriram que o sono, muitas vezes negligenciado pelo homem contemporâneo que acumula atividades que excedem o tempo disponível para o trabalho, pode afetar de forma perceptível a memória, assim como o aprendizado.

Em um estudo publicado na Revista Nature Neuroscience, o professor em neurofísica na UCLA, University of California, Dr. Mayank R. Mehta, descobriu que o sono desempenha um papel fundamental na atividade neural para a consolidação da memória de longo prazo, em uma área do cérebro próxima ao hipocampo chamada de córtex entorrinal.

Nesse estudo, enquanto os camundongos analisados dormiam, a área córtico-hipocampal, exibia padrões de ativação muito semelhantes aos padrões que ocorriam quando os ratos dispertos se lembravam de algo.

Além de entender como podemos fortalecer nossa memória durante o sono, essa pesquisa forneceu ainda, pistas para a investigação da doença de Alzheimer*, uma vez que frente a esta, o córtex entorrinal é a primeira área a ser afetada.

Embora sejam necessárias mais pesquisas para compreender verdadeiramente o papel do córtex entorrinal na consolidação da memória, este estudo já demonstra que há laços entre os hábitos de vida e o desempenho de certas funções cognitivas e que o desequilíbrio das suas ações, podem levar a processos excitotóxicos, o que lideraria a uma variedade de condições neurodegenerativas.

O estudo reafirma ainda que há evidências de que o nosso cérebro tem atividades árduas mesmo durante o período de descanso e que a contribuição do sono é fundamental para a interação córtico-hipocampal, envolvida na consolidação da memória e aprendizagem.

* A doença de Alzheimer é caracterizada por lesão progressiva das células nervosas e de suas conexões. O resultado é devastador e inclui perda de memória, dificuldade de raciocínio, dificuldades de comunicação verbal e até mesmo, mudanças na personalidade. A média de sobrevida de uma pessoa com essa doença está entre 2 e 20 anos, a partir do diagnóstico. Esses anos são gastos com a perda progressiva da dependência, o que impacta fortemente toda a família, emocional, física e economicamente.

Texto: Claudia B.; Fonte: Hahn TTG, McFarland JM, Berberich S, Sakmann B, Mehta MR, Spontaneous persistent activity in entorhinal cortex modulates cortico-hippocampal interaction in vivo, Nature Neuroscience, 15, 1531–1538 (2012) doi:10.1038/nn.3236, http://www.nature.com/neuro/journal/v15/n11/abs/nn.3236.html.

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=7_kO6c2NfmE

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com

Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Sling Training

© 2023 by BI World. Proudly created with Wix.com

    bottom of page