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Dores No Joelho


Compreender a contribuição mecânica dos nossos hábitos posturais e funcionais e suas consequências estruturais é fundamental para gerirmos mais eficazmente qualquer problema de ordem osteomusculoesquelética. Esses maus hábitos, sejam eles congênitos, advindos de alguma lesão ou doença sistêmica, provocam o indesejado desalinhamento ósseo, que pode resultar na aceleração dos desgastes articulares inerentes ao envelhecimento.

No caso específico do joelho, por se tratar de uma articulação que recepciona tanto as forças ascendentes ou aquelas percebidas pelos pés e tornozelos, quanto as forças descendentes ou aquelas gravitacionais, recebidas segundo a organização estrutural do tronco e da cabeça e a distribuição desse peso sobre a pélvis e quadris, é uma articulação de transmissão e sofre a ação direta dos desalinhamentos ocorridos nesses dois níveis. Dessa forma, compreendemos que as "falhas" biomecânicas, que originam a maior parte das dores sentidas pelos joelhos, encontram-se distantes dessa área.

Em geral, a errônea angulação do fêmur em relação à patela e sulco troclear femoral pode ser observada durante as flexões dos joelhos, denotando uma situação de contato desigual entre o foco central da cartilagem patelar e os côndilos femorais, medial e lateral. Ocorre então, o deslocamento de carga na articulação patelofemoral quando uma área menor e menos espessa da cartilagem se torna responsável pela dissipação das forças e da energia. O afilamento cartilaginoso e o desenvolvimento da denominada condropatia patelar é a consequência da excessa pressão entre a cartilagem da tróclea femoral e a cartilagem da rótula ou patela. Essa situação pode ser acompanhada pelo exame de Ressonância Magnética e pode resultar em uma futura osteoartrose.

Já em relação às forças ascendentes, a razão mais comum por problemas no joelho é a pronação do pé, ou seja, o desabamento do arco medial que obriga a tíbia a permanecer em rotação interna. Como o fêmur segue a tíbia, ele também acompanha esse defeito e gira internamente, o que cria o mau alinhamento e desarranjo patelofemoral, podendo ao longo do tempo, originar problemas nos quadris, pélvis e coluna. Nesse caso, a dor percebida na região medial do joelho é uma queixa comum e piora com os movimentos de flexo-extensão ativa, ou seja, ao subir e descer de escadas e rampas, ao pisar na embreagem e ao levantar-se após longo período na posição sentado.

Praticantes de Corrida

Pesquisadores que estudam essa modalidade observaram que, a cada passada, a maioria dos corredores pousa inicialmente o retropé no solo e, concluiram que o desembarque do peso mais anteriormente poderia diminuir o impacto e permitir que o pé e tornozelo absorvessem mais facilmente a energia.

Entretanto, é importante ter em mente que, embora cada organismo apresente uma forma única de se comportar, no geral à medida que envelhecemos, nossos músculos, tendões, ligamentos, ossos e articulações tornam-se menos tolerantes ao impacto repetitivo e às oscilações.

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com

Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão

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