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DOR


" O homem precisa de doenças, pois elas são necessárias para sua própria saúde".

Carl Gustav Jung (Jul 1875 - Jun 1961, Switzerland) Psiquiatra e Psicanalista idealizador de um dos modelos analíticos mais respeitados sobre personalidade e comportamento.

O envelhecimento, a doença e a dor são intrínsecos à vida. Por definição, dor é "uma experiência sensorial e emocional desagradável", entretanto não há marcadores biológicos, que auxiliam a medir e avaliar essa sensação, tão subjetiva.

Podendo apresentar-se de tantas formas e por motivos muito diversos, a dor tem um inevitável impacto emocional, que pode ser tão debilitante ou maior, do que a própria doença ou trauma em si.

De acordo com a sua duração, a dor pode ser classificada em: - dor aguda ou temporária, quando em geral ocorre subitamente e passa após alguns dias, tendo como responsabilidade biológica, o aviso de que algo, em menor ou maior grau, não está bem; dor crônica, quando passa a ser lembrada diariamente por um período superior a 3 meses, advertindo que a degradação, inflamação ou degeneração já é um processo em curso. Hoje, a comunidade médica reconhece que ela pode se tornar uma doença em si, devido a sua consolidação na memória cerebral. Nesse caso, mesmo após a cura do mal causador, ela pode continuar a ser reproduzida frente ao menor estímulo, pois o período prolongado da sua sensação, criou um caminho a nível neural, o que dificulta o cérebro em remover a sua sensação e o medo envolvido.

Várias pesquisas também, já associaram a sensibilidade à dor com a genética, através do gene CACNG2, presente aproximadamente em 20% da população. As maiores causas da dor crônica são as dores musculares generalizadas, as dores pélvicas e as dores lombares, provenientes de traumas ou doenças degenerativas, sempre acometendo mais fortemente, o gênero feminino em virtude da variação hormonal.

Seja como for, resistir a ela através da decisão de se automedicar, poderá se tornar mais um obstáculo para a investigação e a cura.

Há diversos estudos que associam a mortalidade às dores na coluna, não por uma relação causal, mas como co-criadora de um impacto negativo na saúde, ou seja, por provocar uma sucessão de eventos, tais como falta de qualidade do sono, irritabilidade, prejuízos na esfera familiar, profissional e social, sedentarismo, ansiedade, obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, sendo todos esses fatores associados à mortalidade.

Assim, compreende-se que a condução adequada do problema passa, sobretudo, pela intervenção no estilo de vida: praticar uma atividade física moderada, melhorar a qualidade do sono e alimentar-se saudavelmente, sobretudo porque, na maioria dos casos, nem mesmo os analgésicos conseguem conter a dor, quanto menos solucionar as causas do problema.

Não há como dizer que a solução aconteça a curto-prazo ou que aprender a lidar com a dor seja uma tarefa fácil, porém através da administração criteriosa de um programa de atividade física é possível dissolver as camadas de tensão e medo que se reúnem em torno da dor e encontrar o equilíbrio, a serenidade e a segurança, necessárias para as práticas de liberação, flexibilidade e fortalecimento, tão necessárias para o enfrentamento da vida diária com entusiasmo.

Imagem: http://io9.gizmodo.com/5946522/why-do-we-experience-physical-pain

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com

Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão

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