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Equilíbrio e Estabilidade


A manutenção do Equilíbrio Corporal é uma função extremamente complexa e envolve diversos órgãos e sistemas.

A princípio, o Equilíbrio está relacionado com Controle e Coordenação, suficientes para manter o eixo corporal no seu centro de gravidade e anular as forças externas que poderiam prejudicar essas tarefas . Já a Estabilidade, se relaciona com a capacidade de criar resistência e desempenho contra os distúrbios em uma situação de Equilíbrio.

Os principais sensores do sistema do equilíbrio estão no labirinto, olhos, pele, músculos, tendões e ligamentos e articulações.

Em adultos jovens e saudáveis, o equilíbrio é, em grande parte, um reflexo automático. No entanto, mudanças graduais ligadas ao atual estilo de vida e ao envelhecimento, como, distúrbios neuromusculares, desequilíbrio muscular entre as cadeias, enfraquecimento e falta de flexibilidade, de mobilidade e de amplitude articular, alteram os nossos reflexos e possibilidades, causando a perda do senso de equilíbrio.

Além disso, certos decréscimos na saúde, tais como piora da visão e problemas de audição, neuropatias e outras patologias, certos estados emocionais, a recorrente ingestão de bebidas alcoólicas ou certos medicamentos, podem, também, perturbar o equilíbrio.

A demanda por Equilíbrio está presentes a todo momento na nossa vida: Ao iniciarmos as aulas com exercícios realizados na posição em pé, abrimos a oportunidade para o aprendizado e conscientização de um melhor comportamento em grande parte de nossas tarefas. Estímulos de instabilidade criam sinergia entre os segmentos corporais e podem ser um bom treino para estimular o sistema sensório-motor como um todo, a capacidade de coordenação, promover força de resistência e mobilidade articular, tornando os treinos essenciais para a superação de limites tanto para atividades diárias, quanto para a performance esportiva , que demandam essas habilidades aliadas ao dinamismo.

Ao exercitarmo-nos em uma postura de equilíbrio, as terminações nervosas responsáveis por captar e enviar as informações de posição do corpo ao cérebro via Sistema Nervoso Central (proprioceptores), saem da sua “zona de conforto”, criando o que é denominado de senso de adaptabilidade.

Ainda, no posicionamento em pé os exercícios podem ser executados de forma multi-direcional, isto é, colocando em atividade todas as possibilidades de movimento do tronco: (1) flexionar para frente e estender para trás, (2) flexionar lateralmente (3) girar em torno de seu centro (rotação) ou (4) executar qualquer combinação dos movimentos descritos acima.

Os músculos do Core têm a responsabilidade de manter a boa postura e alinhamento da coluna durante todo o dia e, portanto, devem ter boa resistência para ancorarem dos movimentos dos membros superiores e inferiores.

Qualidade antes de Quantidade: Ao propor os exercícios, sempre busco trabalhar os princípios do método Pilates, explorando as possibilidades do aluno e levando-o a conhecer o seu "atual" limite máximo de atenção e segurança. O ganho de qualidade nos movimentos, reestabelecerá a função dos músculos do CORE, como núcleo distribuidor e integrador de energia.

Os desafios devem ser encarados de forma progressiva, do mais simples para o complexo, tirando proveito para disciplinar a mente, que deve se manter focada em seu comprometimento a fim de alcançar a desejada transformação.

Fonte Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=t1vDPcXTRIs, Khulna, Bangladesh

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com

Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Sling Training

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