Combate à Inflamação Através da Dieta Alimentar
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A relação entre a inflamação e as doenças crônicas têm gerado uma infinidade de planos de dieta, suplementos nutricionais e programas de mudança completa no estilo de vida - sedentarismo, tabagismo e a obesidade, a fim de suprimir a ocorrência e, finalmente, ter mais controle sobre a própria saúde. Embora os medicamentos disponíveis prometam tratamentos seguros e mais direcionados a cada manifestação, na verdade, grande parte da orientação poderia se resumir aos conselhos de saúde dados por nossos avós.
Compreendendo, existem dois tipos de inflamação - a aguda (curto prazo) e a crônica (longo prazo). Embora a inflamação aguda seja uma parte benéfica do processo de cura, a inflamação crônica está ligada a muitas condições graves de saúde e desempenha um papel central em algumas das doenças mais desafiadoras do nosso tempo, incluindo artrite reumatóide, câncer, doenças cardíacas, diabetes, doenças cardiovasculares, síndrome metabólica, doença inflamatória intestinal, condições alérgicas como a asma e eczema entre outras doenças crônicas.
A inflamação também afeta a saúde cognitiva, pois leva à criação de proteínas prejudiciais associadas à doença de Alzheimer e doenças neuroimunológicas, incluindo distúrbios neurológicos e psiquiátricos.
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Em acréscimo, os estudos informam também que as nossas escolhas alimentares desempenham um papel fundamental no controle dessas manifestações, uma vez que de acordo com os nossos hábitos as bactérias digestivas liberam substâncias químicas que podem estimular ou suprimir a inflamação. Ou seja, os tipos de bactérias que povoam o nosso intestino e seus subprodutos químicos variam de acordo com os alimentos que ingerimos: Alguns alimentos estimulam o crescimento de populações de bactérias que estimulam a inflamação, enquanto outras promovem o crescimento de bactérias que as suprimem.
A típica dieta ocidental é repleta de carnes vermelhas, açúcares, xaropes em forma de refrigerantes (*) e sucos e alimentos processados em geral. Enfim, é uma dieta que não tem nada para alimentar o cérebro ou o corpo.
Diversos estudos, já comprovaram que a mudança na dieta para uma dieta mediterrânea tradicional reduz o risco das doenças crônicas degenerativas, pela metade:
Frutas e vegetais: contêm naturalmente altos níveis de antioxidantes e polifenóis, ou seja, aqueles compostos potencialmente protetores encontrados nas plantas.
Nozes e sementes: associadas aos marcadores que reduzem a inflamação, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares e diabetes.
Azeite de oliva e peixes contêm propriedades anti-inflamatórias.
(*) Refrigerantes dietéticos poderiam aumentar o risco de derrame e demência?
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Os especialistas estão bem conscientes dos riscos de bebidas açucaradas para a saúde, como o refrigerante comum. Um relatório de 2015 da revista "Circulation" estimou que as bebidas açucaradas estão ligadas a doenças crônicas como obesidade, diabetes e doenças cardíacas e contribuem para mais de 184.000 mortes anuais de adultos. Mas a versão sem açúcar é mais saudável?
Bebidas artificiais como refrigerantes dietéticos podem estar associadas a um risco maior de derrame e demência, de acordo com um estudo de 2017 publicado no "Stroke", uma revista da American Heart Association.
O estudo incluiu um grupo de 2.888 adultos com mais de 45 anos e um segundo grupo com 1.484 adultos com mais de 60 anos. Os pesquisadores estudaram o grupo com mais de 45 anos para risco de derrame e o grupo com mais de 60 anos para demência. Eles adotaram essa abordagem já que os derrames são raros antes dos 45 anos e demência antes dos 60 anos.
Pesquisadores reuniram informações do Framingham Heart Study, um projeto de longo prazo que analisa a saúde das pessoas na cidade de Framingham, Massachusetts, USA. Os pesquisadores analisaram o número de bebidas com sabor artificial que cada pessoa relatou ter consumido entre 1991 e 2001. Então, compararam essas taxas com a saúde das pessoas pelos próximos 10 anos.
As conclusões foram que aqueles que beberam pelo menos um refrigerante dietético por dia tinham cerca de três vezes mais chances de sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico - o tipo de AVC causado por um bloqueio de vasos sanguíneos que suprem o tecido cerebral - em comparação com pessoas que evitavam essas bebidas. O estudo concluiu que um refrigerante diet diário estava ligado a taxas mais altas de demência, embora outros fatores de risco como obesidade ou diabetes também pudessem ser os culpados.
Os pesquisadores observam que esses achados mostram uma associação, não uma causa, ou seja, não provaram que os refrigerantes dietéticos causaram diretamente essas condições, mas sim que as pessoas que desenvolveram derrame ou demência haviam consumido "mais" refrigerante.
Fonte: https://www.sharecare.com/health/brain/article/could-diet-soda-stroke-dementia?cmpid=sc-et-em-00-up-062918&eid=1100072423&secureID=3OgZFUO8_dnPrZMsPYnlI4guOSfRZtca7UIlFHfec1GsCFVC5HHiopYy2FpVs933eskx2_CRqqfgYhlW-koY1Q
Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão