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A Dor e o Inverno

Por definição, a dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável, apesar de desempenhar um papel fundamental no organismo humano, pois é um sinal neurológico que algo não vai bem.

Como as causas, muitas vezes, podem não se evidenciar ou justificar, atualmente a dor é considerada, por si só, uma doença.

Estima-se que no Brasil, pelo menos 28% da população sofra de alguma dor crônica, segundo estimativa da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor - SBED e, no mundo, mais de 1,5 bilhão de pessoas, o que desencadeia grande impacto não só na vida do afetado, quanto na de seus familiares, na sociedade e na economia como um todo.

Os problemas ortopédicos e reumatológicos, assim como os problemas dermatológicos e respiratórios, também podem ser agravados pelas baixas temperaturas.

O clima frio e chuvoso propicia a redução na pressão barométrica percebida pelas terminações nervosas, o que aumenta a sensibilidade das áreas lesionadas. Em acréscimo, a contração muscular provoca uma vasoconstrição ou uma inibição na fluidez da circulação, ou seja, a condução de nutrientes e oxigênio para os tecidos é comprometida. Assim, os músculos ressentem-se com o encurtamento e com a diminuição da força e, as articulações sofrem com o espessamento do "lubrificante", o líquido sinovial. Para aqueles que já apresentam alguma comorbidade, o desconforto pode ser acompanhado por edemas. A pressão atmosférica afeta ainda a produção de hormônios esteróides, fontes na produção de energia como a adrenalina e o cortisol, que tendem a diminuir e são fundamentais no controle da dor e na regulação auto-imune. Além disso, alterações no clima também apresentam mudanças na carga elétrica, percebida com a alteração da eletrostática corpórea, gerando contração neural, aumento do estresse nas articulações da coluna e dos membros inferiores e consequentemente dor. Outros pontos que devem ser levados em consideração é o aumento do peso dos vestuários, a diminuição das atividades físicas e a contração da musculatura durante as baixas temperaturas.

Costumo dizer aos alunos que, a cada inverno sem a prática de atividades físicas programadas, o ser humano sofre perdas irreparáveis.

Assim, as recomendações para um melhor enfrentamento da tensão muscular gerada pelo frio, são: a prática diária de exercícios físicos (a mobilização articular e os alongamentos são primordiais, uma vez que ativam o sistema circulatório e promovem a nutrição e o relaxamento das fibras musculares) cuidados posturais redobrados, alimentação nutritiva e balanceada (proteínas, carboidratos e gorduras "boas") roupas que protejam mas não impeçam a amplitude dos movimentos e a termoterapia, ou seja, compressas quentes para o relaxamento local.

Fonte: Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor - SBED, http://www.dor.org.br

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com

Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão

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