29 de Agosto Dia Nacional do Combate ao Fumo
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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), apesar de todas as campanhas e acesso a informações aproximadamente, o Brasil ainda conta com uma população de 32 milhões de tabagistas.
Esse vício tem sido apontado como um agente capaz de expor os seus usuários a eminentes riscos à saúde, assim como também aqueles que partilham do mesmo ambiente do fumante, por emitir mais de 4.000 substâncias tóxicas e genotóxicas, ou seja, substâncias capazes de intoxicar e também, alterar o funcionamento do organismo a nível celular.
São inúmeros os estudos realizados, a fim de expor à população o impacto do tabagismo na qualidade de vida e longevidade dos indivíduos frente à essas substâncias.
Abaixo, relaciono alguns poucos prejuízos, dos inúmeros documentados:
Risco aumentado de osteoporose: os resultados sugerem que o fumo reduz a densidade mineral óssea, resultado da diminuição da absorção de cálcio associado ao hiperparatiroidismo secundário e ao aumento da reabsorção óssea;
Risco e prevalência em desenvolver doenças, tais como bronquite, enfisema, asma e câncer de pulmão. A tosse persistente causada pela irritação química crônica é advinda de substâncias nocivas e motivo de preocupação, vergonha, exaustão, falta de concentração e, frequentemente, frustração e ansiedade. Além disso, o fumante se vê envolvido com outros desdobramentos, como interrupção no sono, incontinência urinária, elevação da pressão arterial, fraqueza, sudorese, tonturas, sendo todos de grande interferência na interação social. Um estudo que observou mulheres não-fumantes, mas que eram esposas de fumantes "severos", demonstrou que elas apresentavam-se significativamente mais afetadas por essas doenças acima relcionadas, do que mulheres que em seus lares, não conviviam com tabagistas. Assim, presume-se que tanto o agente ativo quanto o passivo, passam a sofrer as consequências;
Redução da circulação sanguínea:
Devido à redução do diâmetro dos pequenos vasos, o que inibe o aporte de oxigênio e, consequentemente, o fluxo de nutrientes para as células e interfere no funcionamento ideal de músculos, ossos, pressão arterial e hormônios;
Os discos invertebrais se ressentem com a diminuição da chegada de nutrientes, fazendo, precoce e aceleradamente, se eles ressequem e se degenerem. Assim, são elevadas as chances de um tabagista desenvolver complicações ortopédicas e estruturais na coluna vertebral. Esse fato, pode induzir ao desgaste ósseo e à ruptura do anel fibroso do disco intervertebral, ou seja, causar uma hérnia de disco, quando raízes nervosas daquela região são comprimidas. Dependendo do grau de deslocamento e extrusão do conteúdo do disco, o portador poderá perceber desdobramentos na qualidade de vida, pelo comprometimento da postura (razão de mais dores e parestesias), da função dos órgãos (causando o mau funcionamento fisiológico e o desequilíbrio orgânico), da função dos músculos (diminuição da força, da capacidade em executar certos movimentos e atrofia muscular), enfim, todas as funções físicas, são afetadas;
Perda de memória e atenção, devido ao comprometimento do aporte sanguíneo ao cérebro;
Problemas cardiocirculatórios, devido ao esforço aumentado do coração em arterializar (oxigenar) o sangue.
Quanto mais precoce a pessoa inicia o hábito do fumo, mais precocemente poderá se ver envolvidos com problemas degenerativos, descolando-se da zona de integridade orgânica esperada em cada faixa etária. Assim, se tornam mais presentes entre aqueles ainda jovens, aquelas doenças que, até então, eram relacionadas ao envelhecimento, como artrite, doenças cardiovasculares, perda de memória, demência, câncer, problemas de visão e audição. Um estudo realizado pela Northumbria University, Newcastle, North East of England, demonstrou desempenho significativamente pior, entre os fumantes, em testes de memoria, definição de metas, organização, e disciplina.
No entanto, em virtude de nossas células se manterem em constante ciclo de *renovação*, estudos são bastante encorajadores àqueles que se determinam romper com o vício: após 10 anos da cessação do vício do tabagismo, observou-se ser possível a redução de prejuízos à saúde, inclusive com decréscimo no risco de desenvolver tumores.
Isso significa que sempre que oferecermos ao nosso organismo condições mais ideais, conseguiremos desacelerar os processos advindos dos maus hábitos passados.
*A renovação do nosso organismo em números:
Células do estômago e dos intestinos: renovam-se a cada 5 dias;
Células do pâncreas, baço, fígado e pulmões: levam entre 150 e 500 dias para se renovar;
Células da retina: totalmente renovadas a cada 10 dias;
Óssos: mantém-se em constante ciclo de destruição e renovação, sendo que podemos considerar que os 206 óssos do esqueleto estão completamente remodelado a cada 10 anos.
Ainda, a revista Archives of Internal Medicine publicou recentemente estudo que demostrou que os fumantes que se exercitam duas vezes ou mais por semana, são mais propensos a abandonar o vício, pelo aumento de confiança em fazer mudanças de hábito.
Como curiosidade, cito dados estatísticos do ICES - Institute for Clinical Evaluative Sciences do Canada, ano 2009-2010, que relacionou o % de mortes aos hábitos negativos mais comuns:
26% de todas as mortes no Canadá são atribuídas ao tabagismo;
24%de todas as mortes no Canadá são atribuídas à inatividade física;
12%de todas as mortes no Canadá são atribuídos a má alimentação;
0,4%de todas as mortes no Canadá são atribuídos ao consumo de álcool insalubre.
Portanto, a melhoria na qualidade e na expectativa de vida passa, obrigatoriamente, pela revisão consciente dos nossos hábitos de vida: o abandono do tabagismo, a vigilância alimentar, a prática regular de exercícios físicos para a formação de força e flexibilidade e a atenção postural.
Fonte de Pesquisa: Bulletin of the World Health Organization, ISSN 0042-9686, Bull World Health, Organ vol.78 n.7 Genebra Jul. 2000, http://dx.doi.org/10.1590/S0042-96862000000700013
Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão