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Entendendo os Efeitos do Consumo de Álcool

O assunto sobre o consumo de bebidas alcoólicas é bastante controverso, uma vez que alguns estudos sugerem certos benefícios, com evidências que o álcool quando ingerido em quantidades módicas (uma dose diária), pode aumentar os níveis de colesterol HDL, auxiliando no movimento do LDL para o fígado, onde ele é identificado e removido do corpo, mantendo as artérias desobstruídas e afastando a ameaça de ataques cardíacos e derrames, enquanto outros, vão na direção oposta.

No entanto, embora as quantidades moderadas de álcool possam oferecer algum benefício para o coração, existem outras maneiras muito mais recomendadas de aumentar o HDL, como o exercício regular que, de forma geral, não apresenta riscos associados, como é o caso do álcool, diz o médico J. Michael Gaziano, Cardiologista da área de prevenção, colaborador na Harvard University.

Para entender o mecanismo dos danos, é preciso explicar o processo de metabolização do álcool.O órgão responsável por metabolizar o álcool é o fígado, no entanto, ele só metaboliza em média uma dose de bebida por hora, ou seja, uma lata de cerveja (360ml), uma taça de vinho (100ml) ou uma taça de destilado (40ml). No caso de um indivíduo beber seis latas de cerveja, por exemplo, enquanto o fígado está metabolizando a primeira latinha, o resto do álcool permanece na corrente sanguínea com alto grau de toxidade, liberando hormônios (como cortisol e adrenalina), alterações as funções e matando as células do sistema imunitário, assim como de diferentes órgãos, comprometendo a proteção a doenças crônicas ou autoimunes. Se essa imunodeficiência transitória se tornar uma constante, o organismo se torna vulnerável a infecções e as lesões se tornam mais severas, com o risco de doenças de toda ordem, aumentado.

Álcool x Desempenho no Treino

Uma das constatações sobre o consumo de bebidas alcoólicas e os prejuízos à performance é o, ou seja, a ingestão de um simples copo de cerveja pode estragar a dieta e o planejamento de vários dias de treino.

O álcool é maléfico, pois tem ação de um relaxante muscular de ação central. Assim, ele pode provocar prejuízos ao equilíbrio, força, concentração e velocidade, durante dias. Além disso, a sua absorção produz aldeído, subproduto extremamente tóxico para o tecido neurológico, diminuindo o limiar de esforço, ou seja, ele deixa o atleta mais propenso à fadiga. O rendimento dos treinos também é comprometido pela desidratação, sobrecarrega órgãos como rins, cérebro e fígado, pela baixa na reserva de glicogênio hepático, matéria prima da formação dos músculos.

Não obstante, aumenta o nível de insulina no sangue, o que aumenta a fome. O efeito é exatamente o mesmo das pessoas hiperinsulínicas, cuja energia produzida pelos alimentos é reservada prioritariamente em forma de gordura.

Se o objetivo dos treinos for a construção muscular, o praticante deve considerar que o consumo de álcool afeta diretamente a: - Síntese Proteica; - Síntese do testosterona (principal hormônio anabólico), insulina e hormônio do crescimento.

Alcoolismo e a perda do mecanismo de proteção

Responsável pelo estudo "Alcoolismo leva à perda da inteligência emocional", a psicóloga Mariana Donadon avaliou vítimas de alcoolismo através de entrevistas e testes específicos. Os efeitos neurotóxicos expressaram-se através da falta de inteligência emocional, ou seja, inabilidade na percepção e no julgamento das emoções, interações sociais que nos protege de perigos. Além disso, os alcoolistas apresentam personalidade desadaptativa, ou seja, dificuldade de adaptação e interação com seu meio social.

Em 2017, o Brasil figurou como o 49° colocado entre os países que mais consomem álcool (os primeiros colocados são do leste europeu) dentre os 193 avaliados. E a própria OMS esclarece que o problema não está no consumo em si, mas no uso excessivo e na falta de controle. Hoje, 3,3 milhões de pessoas morrem todos os anos em consequência da bebida. O número equivale a 5,9% de todas as mortes no mundo e sobe para 25% quando são consideradas pessoas entre 20 e 39 anos de idade.

Fonte:

  • https://www.health.harvard.edu/blog/alcohol-and-heart-health-2018070614199?utm_source=delivra&utm_medium=email&utm_campaign=BF20180716-Probiotics&utm_id=976196&dlv-ga-memberid=11176222&mid=11176222&ml=976196;

  • http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/alcoolismo-leva-a-perda-da-inteligencia-emocional/ Dissertação de Mestrado/Nov2017, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, e-mail marianadonadon@usp.br;

  • WRun Magazine e outras.

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com

Pós-Graduação: Pilates – Fisioterapia Esportiva; Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Sling Training

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