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Liberação Miofascial


A fáscia é basicamente, uma folha fina de tecido composta por fibras de proteínas densas, que suporta e separa cada uma das fibras musculares de cada músculo, cada grupo muscular, ligamentos e tendões, vasos sanguíneos, nervos e órgãos internos. Assim, classificada como tecido conectivo envolve todas as partes do corpo, chave da circulação saudável dos nutrientes e da remoção dos metabólitos residuais ou restos indesejáveis dos substratos, melhorando as condições para o desempenho dos movimentos, resultando em um corpo maleável, equilibrado em forma e função e sem dor ao longo da vida. Essa é a estrutura que nos leva a reconhecer que os músculos não funcionam isoladamente, mas sim, fazem parte de uma rede que conecta e envolve todo o corpo.

Com o envelhecimento, trauma, sedentarismo, inadequados vícios posturais e doenças inflamatórias recorrentes ou sistêmicas, a fáscia sofre com a perda de hidratação, limitando o movimento, alterando a biomecânica e a conformação do corpo e predispondo a pessoa a problemas comuns, como dores e doenças crônicas e incapacidades funcionais (perda de força e amplitude nos movimentos, por exemplo).

Assim, com base na compreensão atual da fáscia, como sendo uma intrincada teia que conecta e envolve o corpo em linhas de meridianos, a grade de exercícios deve ter como objetivo a resposta positiva à globalidade da expressão do corpo, com o olhar tanto na propriocepção pela fáscia superficial (formada por tecido fibro-elástico conectando as partes mais superficiais do corpo à face interna da pele, promovendo constante feedback consciente e inconsciente com o SNC – Sistema Nervoso Central), como na interocepção, ou seja, na maneira pela qual a fáscia profunda compartimentaliza e separa os órgãos viscerais, veias e nervos, fazendo com que estas partes sejam subordinadas e interajam com uma organização geral que se dá através do equilíbrio das tensões, que conecta dos pés ao topo da cabeça.

A Fáscia varia em densidade e é nela onde aparecem os pontos gatilhos ou trigger points, originários da falta de condição do corpo em se refazer da descarga da energia, seja ela ocasionada por uma sobrecarga muscular excessiva, proveniente do trabalho físico ou do acúmulo de tensão emocional. Esses “nós” seriam a manisfestação de uma falência, compreendida como uma reação do corpo frente aos limites de refazimento do organismo, que foram ultrapassados. Traçando um paralelo, de certa forma equivaleria à fratura por estresse em um osso, isto é, em ambos os casos o uso extrapolou a capacidade intrínseca ao organismo. Mas sobre essa condição, falaremos mais oportunamente.

As dores crônicas são assim consideradas, quando ultrapassam três meses consecutivos e, em geral, representam danos significativos nos tecidos envolvidos, inclusive nas enervações, podendo assim, tanto a dor quanto a parestesia e a rigidez, manifestar-se distante do “ponto originário do desequilíbrio do organismo”. Essa “dor referida” desdobra-se muitas vezes em uma lesão significativa, como: tendinite de Aquiles, síndrome de impacto no ombro, esporão de calcâneo, fascite plantar, síndrome íliotibial, desequilíbrios, alterações e desgastes articulares, compressões nervosas, lesões nos discos intervertebrais, e outros incontáveis diagnósticos.

As aulas de Yoga, o Pilates e mesmo a Meditação, científicamente indicada em todos os tratamentos motivados pela ou que envolvem dor, são altamente recomendadas, especialmente pela concentração exigida; controle emocional, motor dos músculos globais e locais e da respiração; estabilização segmentar, fortalecimento, flexibilidade muscular, mobilidade articular e estímulo à circulação sanguínea; coordenação, equilíbrio sensitivo e redução dos declínios cognitivos, fluidez dos movimentos, alinhamento e consciência à correta postura.

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com

Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão

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